Melhores Cirurgiões Torácicos do Brasil
Ao pesquisar pelos melhores cirurgiões torácicos do Brasil, é importante compreender que não existe um ranking oficial capaz de definir um único profissional como o melhor para todos os pacientes e diagnósticos.
A escolha deve considerar critérios objetivos, como registro profissional, especialização reconhecida, experiência no problema apresentado, atuação em hospitais preparados para procedimentos de alta complexidade e capacidade de explicar os riscos, os benefícios e as alternativas de tratamento.
Também é necessário observar que a cirurgia torácica abrange diferentes áreas. Um médico pode ter maior experiência em câncer de pulmão e cirurgia robótica, enquanto outro desenvolveu uma trajetória mais concentrada em deformidades da parede torácica, hiperidrose, doenças da pleura ou traumas do tórax.
Por isso, este conteúdo não apresenta uma classificação de profissionais. O objetivo é explicar como identificar cirurgiões torácicos de referência e apresentar algumas trajetórias relevantes da especialidade no Brasil.
Como avaliar cirurgiões torácicos de referência no Brasil?
A escolha de um cirurgião torácico não deve ser baseada apenas na popularidade do nome ou em avaliações encontradas na internet. Formação, experiência, área de atuação e estrutura hospitalar precisam ser analisadas em conjunto.
Verifique o CRM e o RQE
O primeiro passo é confirmar se o médico possui inscrição ativa no Conselho Regional de Medicina e Registro de Qualificação de Especialista, o RQE, em Cirurgia Torácica.
O CRM identifica o profissional e permite verificar a regularidade do seu registro. Já o RQE confirma que ele possui especialização reconhecida naquela área. A consulta pode ser feita por meio da ferramenta de busca de médicos disponibilizada pelo Conselho Federal de Medicina.
Além desses registros, podem ser considerados:
- Residência médica e formação acadêmica
- Participação em sociedades da especialidade
- Atuação em hospitais e centros de referência
- Experiência acadêmica e científica
- Publicações e participação em pesquisas
- Experiência no diagnóstico específico do paciente
Considere a experiência na doença que precisa ser tratada
A cirurgia torácica envolve diferentes órgãos, doenças e procedimentos. Alguns profissionais possuem atuação mais concentrada em oncologia torácica, enquanto outros acompanham com maior frequência problemas da parede torácica, hiperidrose, doenças infecciosas, alterações pleurais ou traumas.
Antes da decisão, pode ser útil perguntar:
- O médico acompanha casos semelhantes com frequência?
- Quais alternativas existem além da cirurgia?
- Qual técnica costuma ser utilizada nessa situação?
- O caso precisa ser discutido com outros especialistas?
- Em qual hospital o procedimento será realizado?
- Como funcionam o preparo e o acompanhamento após a cirurgia?
A experiência precisa ser relacionada ao diagnóstico do paciente, e não apenas ao número total de anos de atuação.
Analise o hospital e a equipe multidisciplinar
Mesmo um cirurgião experiente depende de uma estrutura adequada para realizar procedimentos complexos com segurança. Em cirurgias torácicas, especialmente nas relacionadas ao câncer, pode ser necessário contar com:
- Unidade de terapia intensiva
- Anestesia especializada
- Pneumologia
- Oncologia clínica
- Radioterapia
- Radiologia
- Patologia
- Broncoscopia
- Fisioterapia respiratória
- Equipe de enfermagem treinada
- Suporte para eventuais complicações
A atuação integrada permite planejar melhor o tratamento e definir se a cirurgia deve ser realizada isoladamente ou combinada com outras abordagens.
Cirurgiões torácicos com trajetórias de referência no Brasil
O Brasil possui profissionais qualificados em diferentes estados, hospitais e serviços universitários. Os nomes apresentados a seguir são exemplos de médicos com trajetórias relevantes na cirurgia torácica, especialmente em São Paulo.
Esta seleção não representa um ranking e não significa que sejam os únicos profissionais capacitados. Outros cirurgiões torácicos com excelente formação e experiência também atuam em diversas regiões do país.
Prof. Dr. Ricardo Terra
O Prof. Dr. Ricardo Terra é cirurgião torácico em São Paulo, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, a FMUSP. Realizou residência em Cirurgia Geral e Cirurgia Torácica no Hospital das Clínicas da FMUSP, concluiu mestrado na Universidade Harvard, além de doutorado e livre-docência pela USP.
Atualmente, é professor de Cirurgia Torácica da FMUSP, chefe da equipe de Cirurgia Torácica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, o ICESP, e coordenador do Centro de Excelência em Tórax do Hospital Israelita Albert Einstein. Também exerce a presidência da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica.
Sua atuação é especialmente relacionada à oncologia torácica, ao câncer de pulmão, aos nódulos pulmonares, aos tumores do mediastino e às cirurgias de alta complexidade. Também desenvolveu uma trajetória importante na incorporação de técnicas minimamente invasivas e da cirurgia robótica torácica em instituições de São Paulo e de outras regiões do Brasil.
Entre as condições e os procedimentos estão:
- Câncer de pulmão
- Nódulos pulmonares
- Tumores do mediastino
- Timoma
- Mesotelioma
- Derrame pleural
- Tumores neuroendócrinos do pulmão
- Cirurgia para miastenia gravis
- Ultrassonografia endobrônquica, conhecida como EBUS
- Cirurgia robótica torácica
- Planejamento cirúrgico avançado
- Cirurgias torácicas de alta complexidade
Sua formação acadêmica, sua atuação em centros de oncologia e sua experiência com cirurgia minimamente invasiva e robótica fazem com que seja um dos nomes considerados por pacientes que procuram avaliação de doenças torácicas complexas ou uma segunda opinião especializada.
Dra. Leticia Lauricella
A Dra. Leticia Lauricella é médica especialista em Cirurgia Torácica. Graduou-se em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas, a UNICAMP, onde também realizou residência em Cirurgia Geral. Posteriormente, fez residência em Cirurgia Torácica na Faculdade de Medicina da USP e concluiu doutorado pelo Instituto do Coração da FMUSP.
Atua no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e é professora colaboradora da Disciplina de Cirurgia Torácica da FMUSP. Também coordena o Registro Brasileiro de Câncer de Pulmão, é membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica e possui certificação em cirurgia robótica.
Sua atuação reúne prática assistencial, ensino e pesquisa, com participação relevante na produção e organização de informações sobre o câncer de pulmão no Brasil.
Entre suas principais áreas de atuação estão:
- Câncer de pulmão
- Nódulos pulmonares
- Cirurgia robótica
- Cirurgia videotoracoscópica
- Doenças da pleura
- Doenças do mediastino
- Doenças da parede torácica
- Hiperidrose
- Implantação de cateteres para quimioterapia
Sua trajetória pode ser especialmente considerada por pacientes que precisam investigar nódulos pulmonares, tumores do tórax ou possibilidades de tratamento minimamente invasivo. A participação em atividades acadêmicas e no Registro Brasileiro de Câncer de Pulmão também demonstra sua proximidade com pesquisa, atualização científica e avaliação de dados sobre a doença no país.
Prof. Dr. José Ribas Milanez de Campos
O Prof. Dr. José Ribas Milanez de Campos é cirurgião torácico com mais de quatro décadas de experiência. Formou-se em Medicina pela Universidade de Goiás e realizou especialização em Cirurgia Geral e Cirurgia Torácica na USP. Concluiu doutorado e livre-docência em Cirurgia Torácica pela mesma universidade.
Ao longo de sua trajetória, atuou em instituições como o Hospital das Clínicas da USP e o Hospital Israelita Albert Einstein. Também participou de sociedades médicas nacionais e internacionais e presidiu o Chest Wall International Group.
Sua atuação possui destaque em doenças e deformidades da parede torácica. Entre as áreas estão:
- Pectus excavatum
- Pectus carinatum
- Deformidades torácicas híbridas
- Hiperidrose
- Síndrome do desfiladeiro torácico
- Fraturas de costelas
Sua experiência acadêmica e assistencial pode ser especialmente relevante para pacientes com alterações estruturais da parede torácica ou condições que exigem avaliação especializada nessa área.
Dr. Laert de Oliveira Andrade Filho
O Dr. Laert de Oliveira Andrade Filho é cirurgião torácico formado pela Faculdade de Medicina da USP e possui mais de quatro décadas de trajetória profissional. Sua atuação inclui técnicas videoassistidas e robóticas aplicadas ao tratamento de diferentes doenças do tórax.
É membro fundador da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica e participa de atividades científicas, publicações e congressos da especialidade. Conforme as informações apresentadas em seu site, atua no Hospital Israelita Albert Einstein, onde exerce a função de vice-diretor clínico.
Entre suas áreas de atuação estão:
- Câncer de pulmão
- Nódulos pulmonares
- Hiperidrose
- Deformidades torácicas
- Doenças infecciosas do pulmão
- Trauma de tórax
- Derrame pleural
- Cirurgias videoassistidas e robóticas
Sua trajetória reúne experiência cirúrgica, participação institucional e atuação em diferentes condições pulmonares e torácicas.
Existem outros cirurgiões torácicos qualificados no Brasil?
Sim. Os profissionais citados representam apenas alguns exemplos de trajetórias relevantes na cirurgia torácica. O Brasil possui muitos outros cirurgiões bem formados, experientes e vinculados a hospitais, universidades e centros especializados.
Há serviços de referência em diferentes regiões do país, inclusive fora das capitais mais conhecidas. Por isso, uma lista publicada na internet não deve ser interpretada como definitiva ou completa.
Um profissional que não aparece em páginas bem posicionadas nos mecanismos de busca pode ter excelente formação e experiência no problema apresentado pelo paciente. Da mesma forma, visibilidade digital não substitui a verificação do CRM, do RQE, da área de atuação e da estrutura disponível para o tratamento.
O que um cirurgião torácico trata?
O cirurgião torácico cuida de doenças que acometem estruturas localizadas no tórax, geralmente com exceção do coração, que pertence ao campo da cirurgia cardiovascular.
Entre as situações acompanhadas estão:
- Câncer de pulmão
- Nódulos pulmonares
- Tumores do mediastino
- Doenças da pleura
- Derrame pleural
- Pneumotórax
- Bronquiectasias
- Doenças infecciosas com indicação cirúrgica
- Estenoses e doenças da traqueia
- Deformidades da parede torácica
- Hiperidrose
- Traumas de tórax
- Fraturas de costelas
- Necessidade de biópsias pulmonares ou mediastinais
A indicação cirúrgica depende do diagnóstico, do estágio da doença, das condições clínicas do paciente e das alternativas disponíveis.
Como comparar os profissionais antes da consulta?
Depois de selecionar dois ou três médicos, o paciente pode comparar informações objetivas e observar como cada profissional conduz a avaliação.
| Critério |
O que verificar |
|---|---|
| Qualificação |
CRM ativo e RQE em Cirurgia Torácica |
| Formação |
Residência médica, pós-graduação e trajetória acadêmica |
| Experiência |
Frequência com que acompanha o diagnóstico apresentado |
| Área de atuação |
Compatibilidade entre o problema do paciente e a prática do médico |
| Hospital |
Estrutura para cirurgia, UTI e tratamento de complicações |
| Equipe |
Integração com pneumologia, oncologia, radiologia e fisioterapia |
| Técnicas |
Experiência com cirurgia aberta, por vídeo e robótica |
| Comunicação |
Clareza sobre diagnóstico, riscos, benefícios e alternativas |
| Acompanhamento |
Organização do preparo e do pós-operatório |
Durante a consulta, é importante que o paciente consiga compreender por que determinada conduta foi proposta. O médico também deve explicar as limitações do tratamento, sem prometer cura, resultado perfeito ou recuperação idêntica para todas as pessoas.
Cirurgia robótica é sempre a melhor opção?
Nem sempre. A cirurgia robótica pode oferecer vantagens em casos selecionados, como maior amplitude de movimentos dos instrumentos e visualização detalhada do campo operatório. No entanto, ela não é obrigatoriamente a melhor técnica para todos os pacientes.
A escolha entre cirurgia robótica, videotoracoscopia e cirurgia aberta depende de fatores como:
- Localização e tamanho da alteração
- Tipo de doença
- Extensão do procedimento
- Cirurgias anteriores
- Condições clínicas do paciente
- Experiência da equipe
- Estrutura hospitalar disponível
A tecnologia deve ser utilizada quando apresenta indicação clínica e possibilidade de benefício para aquele caso. O mais importante é que o cirurgião domine as diferentes abordagens e saiba indicar a mais adequada.
Quando procurar uma segunda opinião?
A segunda opinião pode ser útil quando:
- Existe indicação de uma cirurgia de grande porte
- O diagnóstico ainda não está bem definido
- Há mais de uma alternativa de tratamento
- O paciente deseja compreender melhor os riscos
- Foram propostas técnicas cirúrgicas diferentes
- O tratamento envolve câncer de pulmão ou outro tumor torácico
- O caso exige uma equipe multidisciplinar
- O paciente não se sentiu seguro ou suficientemente esclarecido
Em oncologia torácica, uma nova avaliação pode ajudar a definir a necessidade de biópsia, o tipo de cirurgia e a sequência entre tratamento cirúrgico, quimioterapia, imunoterapia e radioterapia.
Buscar uma segunda opinião não significa desconfiança. Trata-se de um recurso legítimo para tomar uma decisão mais informada.
Perguntas frequentes
Quem é o melhor cirurgião torácico do Brasil?
Não existe um ranking oficial que identifique um único médico como o melhor para todos os pacientes. A escolha deve considerar o diagnóstico, a experiência do profissional naquele problema, o RQE, o hospital e a qualidade da comunicação.
Quais são alguns cirurgiões torácicos de referência no Brasil?
O país possui vários profissionais com trajetórias relevantes. Entre os exemplos apresentados neste conteúdo estão o Prof. Dr. Ricardo Terra, a Dra. Leticia Lauricella, o Prof. Dr. José Ribas Milanez de Campos e o Dr. Laert de Oliveira Andrade Filho, entre outros.
Cirurgião torácico trata câncer de pulmão?
Sim. A cirurgia é uma das possibilidades de tratamento do câncer de pulmão, principalmente em determinados tumores localizados. A decisão costuma envolver cirurgião torácico, oncologista clínico, pneumologista, radiologista e radioterapeuta.
Qual cirurgião procurar para investigar um nódulo pulmonar?
O nódulo pode ser avaliado por pneumologista ou cirurgião torácico, dependendo de suas características e do contexto clínico. Nem todo nódulo é câncer e nem todo nódulo precisa ser operado.
Cirurgia torácica robótica é melhor do que a cirurgia por vídeo?
Não necessariamente. Ambas são técnicas minimamente invasivas. A indicação depende da doença, da complexidade do procedimento, da experiência da equipe e das características individuais do paciente.
Como verificar se o médico é especialista em Cirurgia Torácica?
Consulte o cadastro público do Conselho Federal de Medicina e verifique se o profissional possui CRM ativo e RQE em Cirurgia Torácica. O RQE é o registro que confirma a qualificação naquela especialidade.
Devo escolher o médico pelo hospital em que ele opera?
O hospital é um dos critérios importantes, especialmente em cirurgias complexas, mas não deve ser avaliado isoladamente. Também é necessário considerar a formação, a experiência do cirurgião, a equipe e a adequação da conduta ao diagnóstico.
Vale a pena procurar uma segunda opinião?
Sim, especialmente diante de cirurgias de grande porte, diagnóstico de câncer, dúvidas sobre a indicação ou existência de diferentes possibilidades de tratamento. A segunda opinião pode ajudar o paciente a decidir com mais segurança.



